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Caso nº 4


Gravidez Ectopica

Histórico: feminina, 23 anos com dor aguda na região hipogastrica há 3 horas, com ultimo período menstrual há 5 semanas.

Ultrassonografias

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Diagnóstico

98% das gestações ectopicas ocorrem nas trompas uterinas , sendo que qualquer fator que interfira com o transporte normal do zigoto pode aumentar o risco da implantação ectopica. Estes fatores de riscos incluem: doença inflamatória pélvica, endometriose, cirurgia tubarica previa ou gravidez tubarica anterior. A possibilidade de gravidez ectopica (G.E) deve sempre ser considerada em qualquer mulher em idade fértil que apresenta dor pelvica. A ULTRASSONOGRAFIA tornou um método muito importante no estudo das patologias pélvicas, hoje um método semiológico de imagem indispensável na complementação da avaliação clinica, notadamente com transdutores endovaginais. Na avaliação da suspeita clinica de gravidez ectopica, a fácil visualização de uma gravidez intra-uterina praticamente afasta esta possibilidade, porem deve-se tomar cuidado naquelas mulheres que tomaram drogas estimulantes de ovulação, em que a coexistência de gravidez intra-uterina e ectopica pode ocorrer. Imagem de pseudo-saco gestacional na cavidade uterina ocorre em aproximadamente 20% da G.E mimitizando um saco gestacional de gravidez intra-uterina, porem a dupla reação decidual do saco gestacional verdadeiro ajuda na diferenciação.

A visualização ultra-sonografia com modo B, nos informa somente de alterações estruturais com a presença de massa ou formação cística, sem especificidade se estás lesões representam gravidez ectopica, cisto luteinico, processo inflamatório, somente quando consegue-se demonstrar a presença do embrião com batimentos cardíacos junto a massa e possível firmar o diagnostico de G.E como modo B.

Com o acoplamento do sistema Doppler aos transdutores modo B, acrescentou-se a informação funcional das característica de fluxo sangüíneo que acompanha as massas anexais. Quando faz o rastreamento com Doppler de uma massa pélvica três tipos de informações podemos obter: Sinal compatível com fluxo de corpo luteo, sinais estes de baixa resistividade caracterizado por pico sistolicos de 0,4 a 2,0 khz e diastolico de 0,2 a 1.0 KHZ. Assim a observação de sinal de fluxo de corpo luteo somente nos indica que a paciente pode ter uma gravidez viável, a ausência do mesmo é altamente significativa no sentido de se tornar improvável a possibilidade de gravidez. Outra observação importante é que a localização do corpo luteo na vigência clinica de G.E ajuda na procura da mesma já que em 80 a 90% o implante ectopico se faz no mesmo lado do corpo luteo. O segundo sinal que pode ser observado refere-se ao fluxo peri-trofoblastico, sinais estes de baixa resistividade com pico sistolico e diastolico as vezes pareados, mais em geral o pico sistolico varia de 2 a 4 khz e o diastólico de 1 a 2,5 khz. Embora haja alguma superposição entre os valores dos fluxos do corpo luteo e o fluxo peritrofoblastico, nas pacientes com G.E demonstra-se os dois tipos. O terceiro sinal pode se detectado dentro da massa anexal que é produzido pelo batimento cardíaco embrionário, sinais estes cuja freqüência varia de 120 a 150 bpm, fato este detectados em apenas 20% das G.E. Outro dado importante do Doppler é na análise do saco gestacional, que quando verdadeiro detectamos fluxo trofoblastico e nos casos de G.E esta ausente ,caracterizando o pseudo-saco. Outro dado importante é a correlação com a dosagem de beta-HCG, extremamente útil na diferenciação entre uma possível gravidez normal e uma gestação anormal, se normotopica ou ectopica, com uma verdadeiro teste negativo para beta-HCG a paciente não pode estar gravida. A ausência de saco gestacional intra-uterino quando a beta-HCG esta acima de 6500 mlU/ml e fortemente sugestivo de gravidez ectopica.

NO PRESENTE CASO EM TELA OS ACHADOS ULTRASONOGRAFICOS PARA SE CHEGAR AO DIAGNOSTICO DE GRAVIDEZ ECTOPICA FORAM;

1-AUSENCIA DE GRAVIDEZ INTRA-UTERINA (UTERO VAZIO).

2-MASSA HETEROGENEA COM CENTRO ANECOIDE NO ANEXO DIREITO.

3-AO DOPPLER FLUXO DE BAIXA RESISTENCIA AO NIVEL DA BORDA DO CONTEUDO ANECOIDE NO CENTRO DA MASSA.